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O Wii foi lançado há pouco tempo, e junto com ele um dos mais aguardos jogos da nova geração: The Legend of Zelda: Twilight Princess. Para celebrar o lançamento deste game pertencente a uma das mais rentáveis franquias da indústria de games, resolvemos fazer um especial sobre a série, que fez 20 anos este ano, para ir esquentando enquanto ainda não colocamos as mãos neste novo game (e no Wii, ehehe).

Antes deixem eu contar uma história. Outro dia eu estava em minha faculdade, sentado em um banco vendo alguns trabalhos a serem entregues. No banco ao lado estavam outros alunos, que discutiam sobre videogames. Estavam falando sobre PS3 e o Wii e logo o foco da conversa concentrou-se no game The Legend of Zelda: Twilight Princess, que foi lançado (data oficial 19/11/06) juntamente com o Wii.

E no meio da conversa deles, a qual eu não fazia parte (mas que atentamente escutava) um deles solta, para a minha surpresa, a seguinte frase: “…o primeiro game de Zelda foi lançado para o N64: Ocarina of Time…”.

Eles começam a falar sobre o game quando outro diz: “opa, espera aí… já existia um Zelda para o Super Nintendo…”. O outro retruca com um “tem certeza?” e o debate começa a tomar novos rumos.

Olhando para eles, diria que são gamers ocasionais e de um período pós-playstation, por isso posso até entender suas dúvidas. Na verdade, os dois estão errados. A série The Legend of Zelda começou bem antes do lançamento do Super Nintendo, para ser mais exato em 1986 para o Nintendinho 8 Bits no Japão.

Nascia então The Legend of Zelda, um game que fez estrondoso sucesso, tanto no Japão como nos EUA. O irônico é que TLOZ era um game bem fraquinho, mesmo para os padrões daquela época, com gráficos bem toscos e uma história fraquíssima do tipo “salve a princesa”, realmente nada de especial.

Mas ele tinha algo a seu favor: era uma novidade.
Alguns anos antes, os gamers já estavam saturados da Atari e seus games com tela parada e sem desenvolvimento. Surge então o Nes com o Mario Bros, um game em que a tela rolava (side-scrolling) e mostrava novos cenários, novos inimigos, inúmeros caminhos a serem percorridos. Não é preciso dizer que ambos foram um sucesso total.

E TLOZ também trazia isso, apesar de sua simplicidade, trazia inovações que seriam muito bem vindas, como a possibilidade de utilizar dezenas de itens diferentes, um imenso mundo fantasioso (Hyrule) repleto de segredos a ser explorado, uma jogabilidade que misturava ação, puzzles e a possibilidade de salvar o seu progresso no cartucho (um dos primeiros games a ter esse recurso, que por si só já era revolucionário), já faziam dele um vencedor e um clássico.

Miyamoto rindo a toa com suas criações que o deixaram zilionário

A série foi criada pelo já lendário Shigeru Miyamoto, o cara responsável pelo sucesso da Nintendo, transformando tudo que toca em ouro para a “Big N”. Game designer que além de Zelda também criou Mario Bros, Donkey Kong, Star Fox, entre outros. Todos os jogos dessas franquias, desde o nintendinho 8 Bits até os dias atuais, tiveram o toque de midas de Miyamoto.

Zelda foi produzido ao mesmo tempo que o primeiro game do bigodudo italiano, Super Mario Bros, em 1985. Enquanto Mario tinha uma ação linear, com o principal objetivo de “completar” todas as fases e um visual mais “alegre” e infantil, Zelda tinha a idéia oposta propositalmente, sendo um game não-linear, mais “sério”, em que o jogador tinha várias opções para uma ação dinâmica em que precisava pensar para resolver os puzzles e continuar o progresso do jogo.

O próprio Myamoto diz que sua inspiração para os campos, florestas e cavernas de Zelda vieram da sua época de infância nas colinas de Kyoto, em que ele saía da sua cidade para ir explorar as vilas rurais, lagos, campos, cavernas e florestas. Ele quis passar no game essa sensação de exploração que ele tanto gostava. Ele conta ainda de uma experiência em particular, quando encontrou a entrada de uma caverna em um bosque. Com medo, ele decidiu explorar a caverna apenas com uma lanterna. Experiências que mais tarde ele tentaria recriar nos games Zelda.

Link no primeiro game da série

Falando em inspiração, o nome “Zelda” veio da esposa do escritor americano F. Scott Fitzgerald, que Miyamoto achava um nome com presença forte, mesmo que ela não fosse a protagonista do game (o nome do game era The Legend of Zelda, lembram?).

TLOZ foi o segundo game, depois de Mario, a vender mais de 1 milhão de unidades nos EUA na época do seu lançamento. Com o sucesso, acabou virando desenho animado, brinquedos, revistas especializadas, roupas, mochilas, cereal e outros cacarecos imagináveis.

Em 1988 saía o segundo game, Zelda II: The Adventure of Link. Porém, diferente do anterior, TAOL não fez muito sucesso e é considerado a “ovelha-negra” da série. Essa fama negativa é por causa das mudanças radicais que ele trouxe em comparação com o primeiro. Não usava mais a visão superior, mas sim a lateral típica dos games de plataforma, restringindo assim em muito o seu campo de ação. Elementos de rpg foram adicionados, como pontos de experiência, magias e uma maior interação com personagens NPC.

No primeiro game nos era apresentado o mundo de Hyrule que estava sendo aterrorizada pelo exército de Ganon, que possui a Triforce, um artefato mágico de grande poder que pode trazer a paz ou o mal, dependendo de quem a use. A Princesa Zelda, para impedir que a contraparte da Triforce caía nas mãos de Ganon, dividiu o artefato em oito pedaços e os escondou por Hyrule. A princesa então manda uma das suas serviçais procurar por um jovem corajoso para destruir Ganon, que ao descobrir o que a princesa fez, a aprisiona. O tal jovem é o hylian (os elfos da série) Link, que decide salvar Zelda e destruir Ganon, e para isso ele tem que encontrar os oito pedaços da Triforce da Sabedoria.

Link e a Zelda adormecida

Já em TAOL a história é “chupada” do clássico da literatura A Bela Adormecida. A Princesa Zelda foi amaldiçoada e agora está em um sono profundo, sem poder ser acordada. Link, que está a vésperas do seu décimo sexto aniversário, é o escolhido para despertar a princesa (mas sem beijos), para isso ele precisa reunir as Triforce da Coragem, Sabedoria e Poder. Assim começa a jornada de Link, em que os servos de Ganon tentam ressuscita-lo.



A Link to the Past foi um marco na indústria de games e para a série

Em 1991 sairia então o terceiro capítulo da série, e um dos games mais famosos da franquia: A Link to the Past, para o Super Nintendo. O game foi um mega-sucesso e com certeza um marco clássico na história do Super Nintendo. O game foi originalmente produzido para ser lançado para o nintendinho 8 Bits, mas teve seu desenvolvimento transferido para o Snes que estava saindo do forno, e outra porque o jogo estava ganhando proporções muito grande que o Nes não podia suportar.

Miyamoto resolve voltar aos padrões do primeiro Zelda. A perspectiva área voltava com força total para alegria dos fãs, assim como a jogabilidade ação-aventura que tornou Zelda I um clássico. Era uma espécie de upgrade de Zelda I. E que upgrade! O game é considerado, juntamente com o Ocarina of Time, como um dos melhores Zelda já feito.

Miyamoto mal sabia que estava assinando uma obra-prima dos videogames. ALTTP tinha todos os elementos do game original em maiores proporções, como a história do game, agora muito mais desenvolvida e complexa, apresentando a mecânica de dois mundos paralelos (Hyrule e o Mundo Negro), a estreia da Master Sword (que teria papel importante em jogos posteriores), com gráficos cristalinos e detalhados, uma trilha sonora impecável de Koji Kondo (compositor de longa data das séries Mario e Zelda – o tema principal “Hyrule Overture” é um dos mais marcantes na história dos games) e o mais importante, um fator diversão alucinante, elevando a série a um patamar de qualidade superior, com vários labirintos diferentes um dos outros e um gigantesco mundo a ser explorado.

dois mundos paralelos

Há muitas influências nele, mas com certeza a mais “gritante” é a influência de J. R. R. Tolkien (para os desavisados, o criador de O Senhor dos Anéis), na tentativa de criar um mundo totalmente diferente, com vários tipos de personagens (com grande ênfase para os elfos), línguas e mitos. Uma influência que perdura até hoje, nos games da série.

Após o lançamento de ALTTP, único game que foi lançado para o Super Nintendo, a série ficaria de molho por um bom tempo, apenas com um lançamento para o portátil Game Boy, com o excelente game Link´s Awakening.

A versão para o portátil possui uma história paralela que não se passa em Hyrule e que foge um pouco dos padrões dos jogos anteriores. A história ocorre logo após o final de A Link to the Past e não conta com a presença da Princesa Zelda (mas tem um clone dela, uma garota chamada Marin) e Ganon. Link está viajando em busca de conhecimento e sabedoria, quando seu barco naufraga em uma ilha chamada Koholint.

Lá ele encontra Marin, uma nativa da ilha que lhe diz que, se quiser voltar para sua casa, precisa acordar o mítico Peixe Vento, um peixe que vive dentro de um ovo no topo da ilha. E para isso Link teria que conseguir os instrumentos sagrados pertencentes a sereias. Quando Link finalmente encontra o Peixe Vento, ele acorda, dando a entender que tudo não passou de um sonho (por isso Link´s Awakening, ou O Despertar de Link).

O game recebeu um remake para Game Boy Color chamando Link´s Awakenig DX, com um labirinto inédito e alguns elementos extras.

Zelda ainda teria três games para um sistema que não pertencia à Nintendo, o CD-i (Compact Disc Interactive) da Phillips. Na época, a Sega havia lançado o Sega CD com um razoável sucesso. Para não ficar atrás, a Nintendo fecha acordo com a Phillips para a produção de um CD-Rom para o Super Nintendo. A parceria não deu certo por divergências das duas empresas e a Sony entra na parada (cuja aliança também não deu certo, dando origem ao Playstation).

O CD-i apresentava uma nova proposta para os videogames (que já havia aparecido timidamente no Sega CD), no qual o usuário poderia ter vídeos, fotos, sons e músicas, permitindo uma interação multimídia na tela da TV (editar vídeos, fotos, músicas, etc).

A ideia era usar jogos educativos para crianças, games para os adolescentes e filmes para os adultos. Uma idéia boa na teoria, mas que não foi para frente por dois bons motivos: seu altíssimo preço de US$700 e a falta de bons jogos.

Durante a sua parceria com a Nintendo, a Phillips conseguiu os direitos de jogos famosos da empresa, como Mario e Zelda, para o CD-i. Porém a Phillips não tinha apoio de softhouses, ficando a seu encargo toda a produção dos games. Infelizmente os jogos com personagens da Nintendo eram de quinta categoria, a Big N não encostou um dedo sequer nessas versões do CD-i.

dá um beijinho no bagulhão Link

Em 1993 o CD-i da Phillips ganhou dois games Zelda: The Faces of Evil que tinha Link como protagonista e Wand of Gamelon no qual poderia se jogar com Zelda pela primeira vez. Os games usam animações feitas a mão e diálogos falados. Porém são terríveis, lentos e mal elaborados. Aqui se vê como um Miyamoto faz falta.

Em 1994 saí o tiro de misericórdia, no formato de Zelda´s Adventure. Com uma visão área no estilo clássico e com a animação trocada por vídeos com atores reais. Mas isso não impede do game trazer pesadelos tanto quanto os outros dois. Os três games são completamente ignorados na cronologia da série.

nem videos com atores salvaram Zelda´s Adventure

Mas apenas em 1998 a série voltaria com tudo com um dos maiores sucessos da franquia e uma pérola da indústria de games: Ocarina of Time. Lançado para o N64 e também conhecido como Zelda 64 ou Zelda 5, ele era a esperança de revitalizar as vendas do console que andavam de mal a pior. O que de fato aconteceu, mas claro, ficou looonge de tirar o monopólio do Playstation, mas não tira o fato de Zelda 64 ser um dos games mais incríveis já feito.

OFT levou alguns anos até o seu lançamento para o N64, mas que acabaria revolucionando o mundo dos games de forma espetacular, apresentando um inovador sistema de controle e a habilidade de travar uma mira em cima de um inimigo.

Nesta aventura o jogador é levado de volta ao passado de Hyrule e pela primeira vez descobrem a verdadeira origem da Triforce. O mundo foi criado por três deusas: Din, a deusa do Poder; Nayru, a deusa da Sabedoria e Farore, a deusa da Coragem. Essas três grandes deusas voltaram para os céus e deixaram para trás a sagrada Triforce Dourada, um objeto de poder gigantesco.

Tal objeto chama a atençao de Ganondorf, um ladrão que almeja poder para assim controlar Hyrule. A Princesa Zelda percebe as intenções maldosas de Ganondorf e busca ajuda de um herói para deter o vilão.

Link aparece na história como um jovem Kokiri, um grupo de garotos que não envelhecem e moram na floresta. Link recebe o chamado da Grande Árvore Deku, que servia de espirito guardião da floresta, que foi amaldiçoada por Ganondorf. Antes de morrer, a antiga árvore deixa instruções para que Link busque a princesa de Hyrule. Assim ele conhece Zelda e os dois se juntam para obter as três jóias que abrirão o portal para o Reino Sagrado, onde poderão pegar a Triforce antes de Ganondorf.

Depois de muitas aventuras, Link consegue reunir as três jóias. Quando retornar a Hyrule, Ganondorf raptou a princesa Zelda, que lhe deixou a chave para o Reino Sagrado: a Ocarina do Tempo. Com isso, Link pode abrir o Templo do Tempo, que serve de porta para o Reino Sagrado e obter a Triforce.

Ao entrar no Templo, Link encontra uma espada, a lendária Master Sword, e ao retirá-la do seu pedestal perde os sentidos. Quando ele acorda, descobre que Ganondorf entrou no Templo e se apoderou da Triforce, iniciando um mundo de caos e destruição. A Master Sword o escolhe como seu portador, mas julga que ele ainda não está preparado para enfrentar Ganondorf.

Sete anos se passam e agora Link precisa reunir os sete sábios que poderão ajudar a prender Ganondorf e salvar o mundo.

Aclamado pela crítica e pelo público, recebendo prêmios como “O Jogo do Ano” e “Jogo do Século” da imprensa especializada. A conceituada revista japonesa de games, Famitsu, deu sua primeira nota máxima (40 de 40) para OOT.

Foi o primeiro game da série a entrar no mundo 3D de forma tão espetacular que só a mente de Miyamoto poderia conceber. Assim como “A Link to the Past” fizera no passado, elevando a série a um novo patamar, Ocarina of Time faria o mesmo, agora para uma nova geração de games. Foi relançado para o Game Cube em 2002, com o título “Ocarina of Time: Master Quest”, uma segunda aventura que não coube e/ou não deu tempo de inserir no cartucho de Zelda 64 em 1998.


Em 2000 sairia o segundo game 3D e o sexto jogo da franquia: Majora´s Mask. Também para o N64, usava a mesma engine gráfica, agora aperfeiçoada, de Ocarina of Time, porém não fez tanto sucesso como o anterior, apesar de também ser um excelente jogo.

Ele trazia novidades na jogabilidade, com a possibilidade de Link usar máscaras que o transformam em criaturas, possui uma história que foge do padrão da série (sem a presença de Zelda, Ganon e Triforce) bem mais sombria e pesada, lidando com temas como a morte e tragédias de uma maneira nunca vistas na série antes. Mais um episódio que não se ambienta em Hyrule, com uma história paralela ao resto da série.

Link está a procura da sua amiga Navi, quando tem a sua Ocarina roubada por uma misteriosa figura mascarada, e para recuperá-la, chega acidentalmente a um universo paralelo chamado Termina, na pacata cidade de Clock Town. Lá ele descobre que o assaltante foi corrompido pela máscara de Majora e que está usando seu poder para derrubar a Lua e destruir o planeta.

Link recupera a Ocarina do Tempo e assim pode usá-la para viajar no tempo e reviver os três últimos duas de Termina até conseguir acabar com o vilão e a máscara de Majora em uma luta contra o tempo antes que tudo seja destruido.

Após a expectativa não alcançada de Majora´s Mask (não é fácil superar um game perfeito como Ocarina of Time), a Nintendo anuncia não um, mas três novos jogos da série para o Game Boy Color.

Oracle of Seasons

Com parceria da Capcom na produção dos games, a idéia era lançar três jogos que se conectariam entre si, para passar informações, segredos, itens entre outras coisas, com o titulo provisório de Triforce Trilogi. Devido a problemas técnicos para fazer essa conexão entre os jogos, o projeto acabou mudando e dois games foram lançados simultaneamente: Oracle of Seasons e Oracle of Ages.

Oracle of Ages

Os dois jogos possuem a história interligada, apesar de jogabilidades diferentes. Ages usa mais os elementos iniciados com Ocarina of Time, onde temos em foco a ação e os desafios. Já Seasons é o jeito “old school”, que vem desde o primeiro Zelda e com o seu auge no A Link to the Past, com foco no raciocínio e labirintos. Apesar de ambos serem bons, sofreram algumas críticas por estarem usando a mesma “estratégia mercenária” dos games Pokemon, em que cada game era interligado com outro.

O próximo game da franquia sairia em 2002 para o Game Cube: The Wind Waker. As primeiras imagens do jogo, ainda em produção, geraram uma controvérsia na série que não se via desde o lançamento do Adventure of Link, para o nintendinho anos atrás. As primeiras imagens mostravam um jogo totalmente diferente dos jogos antigos, com um visual extremamente infantil, como o de um desenho animado. Reação negativa tanto por parte da imprensa como dos fãs, que esperavam algo mais “realístico” no estilo de Ocarina of Time. Todos se perguntavam se Miyamoto seria capaz de superar sua obra-prima do N64.

Link e Tetra em um navio pirata

Esta pergunta ficou sem resposta quando o game foi lançado, já que The Wind Waker é um game incomparável, provando assim a genialidade de Miyamoto como gamer designer. Segundo game da série a levar nota máxima da Famitsu (desde sua criação em 1986 apenas seis games atingiram nota máxima), TWW foi um grande sucesso, mudando a opinião daqueles que o haviam criticado.

Ainda assim recebeu algumas críticas, por ter uma dificuldade mais fácil que os anteriores e pelo excesso de navegação, que pode ser meio tediosa para alguns. Mas isso não é nada, se comparado com a inovação, originalidade e diversão que jogo trazia. Era mais um game Zelda marcando a história dos games.

Em 2004 mais um game sairia para o Game Cube, Four Swords Adventures. Uma grata surpresa para os nostálgicos, já que é o game é uma versão turbinada do clássico A Link to the Past, do Super Nintendo (uma versão para GBA já havia saído em 2002). Com um visual que lembra muito o clássico dos 16 Bits, a principal diferença de FSA do original é que agora você pode jogar com quatro jogadores simultaneamente.

E em 2005 mais um game para o GBA: The Minish Cap. O game foi produzido pela Flagship (pertencente a Capcom, a mesma que trabalhou na série Oracle) com supervisão da Nintendo durante a produção. TMC é a primeira aventura original lançada para um portátil desde o lançamento de Ages e Seasons em 2001, já que o jogo anterior para GBA, Four Swords saiu junto como remake de A Link to the Past para quatro jogadores.

TMC tem a sua história interligada com os jogos Four Swords e The Four Swords Adventures. Nesta aventura, Link usará um chapéu que não servirá apenas para proteger seu cabeção do sol, mas sim como uma espécie de bússola , como terá o poder de diminuir Link para o tamanho do povo Minish, que conta com a sua ajuda para salvá-los.

No dia 19 de Novembro de 2006 saiu o mais recente game Zelda para o Nitendo Wii: Twilight Princess. O game também está previsto para sair no Game Cube, no fim do ano. Diferente dos jogos anteriores que apresentava gráficos cartunesco, TP tem um visual mais realístico semelhante aos de Ocarina of Time. TP era para ser lançado no inicio de 2006, mas a Nintendo acabou adiando o lançamento para o final do ano (fim de ano = Natal = +$$$) com a alegação que precisava de mais tempo para finalizar o game.

imagem do jogo para o Wii

Estratégias de marketing de lado, o fato é que TP teve uma pré-aceitação positiva imediata da crítica e público, através de demos, fotos e vídeos, sendo um dos jogos mais aguardados para o Wii. Link está com uma aparência mais madura e pelo que parece ele cuida de uma fazenda, com a possibilidade de se transformar em lobo e atravessar para outras dimensões.

A versão do Wii apresentará suaves melhoras gráficas e formato widescreen. Além disso através do Wii Remote, o jogador poderá jogar Zelda de uma maneira totalmente nova, disparando flechas, bumerangues, ataques com espadas, entre outros movimentos.

Foram 20 anos percorridos, e durante o seu trajeto os games da série The Legend of Zelda deixaram sua marca na história dos games, fazendo parte da evolução da tecnologia dos consoles a cada nova geração.

Zelda deixou um legado que influenciou (e que ainda vai influenciar) diversos jogos, com os seus elementos de rpg-ação e jogabilidade. Muitos dos games da série figuram entre os mais vendidos de todos os tempos, e os personagens como Link, Princesa Zelda, Ganon, Triforce e Master Sword já são conhecidos mundialmente.

Vinte anos pode parecer muito, mas se comparado com a sua importância histórica, isso não é nada, e muito ainda há por vir. Mesmo que sua cronologia seja uma salada quase incompreensivel – com Link (isso quando não é um dos seus ancestrais) viajando no tempo, visitando outras dimensões – a série provou que é eterna e uma verdadeira lenda, campeã não apenas de venda e de público, mas também no que diz respeito à revolução no mundo dos games e entretenimento. Uma lenda que ainda vai durar por muito tempo…

Making The Green Legend