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Você já imaginou jogos clássicos e que acumulam fãs ao redor do mundo serem proibidos por aqui? Pode até parecer mentira, mas no Brasil (e em outros países) games de grande popularidade tiveram suas comercializações restringidas por uma série de fatores. O Counter Strike e o Mortal Kombat são dois exemplos dos mais conhecidos.

De lá para cá, houve uma grande evolução dos jogos e principalmente a percepção do impacto na economia que eles causam. Afinal, o Brasil está em 13º no ranking de países que mais geram receitas em matéria de jogos eletrônicos. Estima-se que em 2017, o valor arrecadado por aqui foi de mais de 1,3 bilhão de dólares. O que mostra que o brasileiro gosta mesmo de jogar.

Mortal Kombat: violência demais

Nos anos 90, a popularização dos videogames no Brasil estava apenas começando. Muito pouco se sabia sobre o impacto que esse tipo de atividade tinha na vida das pessoas, especialmente das crianças, que eram mais atraídas pelos jogos. Quando chegou por aqui, o Mortal Kombat já era um estrondoso sucesso ao redor do mundo, mas muitos pais começaram a se assustar com o teor violento do jogo, tendo sua proibição aqui no Brasil e na Alemanha por um período de tempo, com a inserção de faixa etária recomendada na sequência. Em 2011, uma nova versão foi banida da Austrália.

Apesar disso, o Mortal Kombat é um dos jogos mais populares do mundo e figura no imaginário de muita gente. Tanto que a Sega, empresa responsável pelo jogo, lançou neste ano uma coletânea com clássicos do Mega Drive para Switch e é claro que o Mortal Kombat estaria presente.

Além disso, por ser mundialmente conhecido, é possível encontrar até mesmo jogos de cassinos físicos com a temática Mortal Kombat. Falando nisso, inclusive, muitos brasileiros pensam que os cassinos são proibidos no Brasil, mas a verdade é que para sua versão online não há ilegalidade. Nesse caso o usuário pode apostar em times, curtir jogos de mesa, de cartas e até as populares máquinas caça-níqueis. Aproveite que não há uma proibição e veja os melhores caça-níqueis online, de diversas temáticas, incluindo os polêmicos personagens de South Park, que também já sofreram retaliações em todo o mundo. Se você ainda não conhece a série de animação, entenda porque South Park incomoda tanto, de uma forma semelhante como ocorreu com a franquia MK.

Counter-Strike: faz mal à saúde

Quando surgiu no mercado brasileiro o CS fez um enorme sucesso, especialmente em lan houses que eram extremamente comuns na época. O jogo já tinha um viés, digamos, violento, mas por ser jogado em ambientes “fechados” demorou para chamar a atenção de país e responsáveis. O Counter Strike passou por várias atualizações e em 2008 a versão Source foi proibida no Brasil por ser considerada violenta e com a possibilidade de fazer mal à saúde dos usuários. Na ocasião, lojas de games foram obrigadas a retirar o título de comercialização.

Essa proibição durou até 2009, quando o jogo pode voltar a ser vendido em todo o país. Mas não se engane: ninguém deixou de jogar por conta da proibição. Muitos já haviam adquirido o game e puderam continuar acessando. Hoje, o CS:GO é um forte e-sport, com torneios acontecendo em todo mundo, inclusive no Brasil.

Ainda neste ano, um evento de grande porte aconteceu no estádio Mineirinho em Belo Horizonte para a final da ESL One BH. No mesmo dia do início da Copa do Mundo da Rússia, inúmeros torcedores foram assistir a vitória do time europeu FaZe. Aparentemente, proibir o game por aqui nunca impediu o sucesso crescente dele.

 

Todo tipo de discussão é importante, especialmente para definir parâmetros do que uma criança deve ou não ter acesso. Talvez a melhor solução, antes de proibir algum jogo, seja analisar caso a caso e indicar uma faixa etária adequada para cada jogo e deixar que os pais decidam o que seus filhos podem jogar. Por enquanto, é torcer para que nenhum dos nossos games favoritos sejam proibidos.