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Durante um painel feito pelo jornal “Weser Kurier“, na Alemanha, surgiu o assunto da possibilidade do esporte eletrônico vir a ser uma modalidade Olímpica. Quando indagado sobre isso, Reinhard Grindel, Presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), prontamente se posicionou contra e ainda afirmou categoricamente: “Eu considero isso um absurdo. Espero que isso não aconteça!”.

O importante dirigente não parou por aí e prosseguiu com sua fala, destacando que a perda de espaço do futebol não para  esportes tradicionais, mas sim para equipamentos digitais, é um “empobrecimento“. Ele também deixou bem claro que na sua visão pessoal, o esport não é um esporte.

“A maior concorrência na atração de crianças para nossos clubes não é o handebol nem o basquete, mas o uso de equipamento digital. Isso é um total empobrecimento. O esporte exerce uma função social e isso acontece dentro da comunidade. Com o esporte, você tem contato direto com aqueles com quem você joga. O futebol pertence ao gramado verde e não tem nada a ver com outras coisas relacionadas a computadores. Para mim, e-sport não é esporte”, afirmou o dirigente alemão.

Curiosamente, o líder do futebol na Alemanha parece estar indo contra os clubes do seu próprio país. Isso porque o movimento de times que estão investindo no esporte eletrônico por lá, aumenta cada vez mais. O Wolfsburg por exemplo, conta com jogadores de Fifa, enquanto o FC Koln fechou uma recente parceria com a SK Gaming, que inclusive conta com uma equipe composta totalmente por brasileiros no game Counter Strike:Global Offensive. Fora a primeira divisão do futebol (Bundesliga), que organiza campeonatos de Fifa há alguns anos.

Quinteto brasileiro que atualmente representa a SK Gaming em competições profissionais de CSGO. Da esquerda para direita: coldzera, FalleN, boltz, Fer e TACO.

De fato, o assunto é delicado e ainda pode ser considerado uma polêmica. O Comitê Olímpico Internacional (COI), já chegou até a se posicionar a favor da entrada dos games como uma modalidade olímpica, afirmando que os atletas treinam tanto quanto em qualquer outro esporte, mas ao mesmo tempo, pregou muita cautela sobre o assunto, principalmente envolvendo jogos com “violência”. Grandes exemplos disso na atualidade são: Counter Strike:Global Offensive, Rainbow Six:Siege, Crossfire, Call of Duty, entre outros, que também envolvem tiro, morte, explosões, mas contam com um cenário competitivo aquecido.

E quanto a você, nosso leitor. Qual a sua opinião sobre o assunto? Reinhard Grindel está correto ou equivocado em seus posicionamentos contrários ao esporte eletrônico ser uma prática esportiva, e uma boa possibilidade para as Olimpíadas futuramente?

Fonte: SporTV.