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De acordo com uma reportagem do Wall Street Journal, as ações da Nintendo na bolsa de Tóquio fecharam nesta segunda-feira (19) com uma queda de mais de 7% três dias após a chegada de Super Mario Run.

Um dos motivos pelo qual o jogo não está convencendo os acionistas é o modelo de negócio que a Nintendo escolheu para ele. Uma ínfima parte do game é grátis, sendo necessário um pagamento de US$ 10 para que se possa aproveitar todo o conteúdo.

Apesar de ter sido bastante baixado (mais de 25 milhões de vezes de acordo com a empresa de pesquisa de mercado, SensorTower) Super Mario Run não tornou-se o app mais lucrativo no Japão, país que possui um dos mercados mobile mais fortes do planeta.

O analista Hideki Yasuda, do Ace Research Institute, acredita que as expectativas com o jogo estavam altas demais, pois seu modelo de negócio não é igual ao de Pokémon Go.

Motoi Okamoto, ex-funcionário da Nintendo, disse que as análises negativas de Super Mario Run na App Store (o jogo está com média 2,5) podem acabar afastando consumidores da versão Android, e que depois de terminar o jogo, não acha ideal a estrutura de pagamento escolhida para ele.

Particularmente acredito que esse game tem dois problemas muito graves. O primeiro é justamente o preço. A Nintendo deveria tê-lo ofertado inteiro de graça e dar conteúdo adicional através de microtransações. Games mobile de muito sucesso utilizam esta metodologia. O segundo erro foi eliminar o melhor aspecto de Mario, que é sua jogabilidade, colocando ele em um game onde você só o vê correr e aperta na tela para ele pular quando for necessário.