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Divulgação

A Blizzard mais uma vez baniu jogadores de Hearthstone por declarações de apoio a Hong Kong, ou como o próprio estúdio diz, por expressar opiniões políticas em um canal oficial – o que é contra as regras da empresa.

A equipe da Universidade Americana de Hearthstone foi proibida de competir por seis meses, depois que o grupo exibiu uma placa escrita “Libertem Hong Kong, Boicotem a Blizz”, durante uma transmissão oficial da Blizzard para o jogo de cartas competitivo.

A equipe em questão, que conta com os jogadores Corwin Dark, TJammer e Casey Chambers, revelou que sabia que a proibição estava chegando, no entanto, curiosamente, a Blizzard levou uma semana para lidar com a situação.

Chambers divulgou em seu perfil no Twitter a mensagem da Blizzard recebida pelo time dias após o protesto, onde diz que a equipe violou a regra 7.1B, que “os participantes não podem tomar nenhuma ação ou executar qualquer gesto abusivo, insultuoso, zombador ou perturbador”. Veja abaixo:

Desde então, a Blizzard fez o seguinte comentário sobre o assunto à IGN:

Obrigado por entrar em contato. Nós encorajamos todos a compartilhar nossos pontos de vista nos muitos lugares disponíveis para se expressar. No entanto, nossa transmissão oficial precisa ser sobre o jogo e a competição, e ser um local onde todos são bem-vindos. Se permitirmos a introdução de pontos de vista pessoais sobre questões delicadas no canal, ele deixará de ser o que isso significa para os eSports. Temos regras em vigor para apoiar isso, para o qual esses concorrentes, assim como outros em todos os níveis, concordaram. Eles quebraram essas regras conscientemente e nós os suspendemos do eSports de Hearthstone por seis meses“.

A polêmica começou quando a Blizzard suspendeu na semana passada o jogador Blitzchung do cenário competitivo de Hearthstone, o que gerou várias críticas de sua própria comunidade e de grupos pró-Hong Kong, que já planejam trazer seus protestos para a BlizzCon 2019.

A empresa recentemente chegou a cancelar um evento de lançamento do jogo Overwatch para o Nintendo Switch em Nova Iorque, temendo novos protestos.