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O canal Digital Foundry, sendo parte do famoso site Eurogamer, é especialista em analisar a contagem de pixels (resolução total) e o desempenho de jogos de console. Desta vez, liberaram o teste com o recém-lançado “Kingdom Hearts III”.

Testaram o game nos 4 cenários possíveis – PS4 Slim / PS4 Pro / Xbox One S / Xbox One X.

Vejam os resultados:

No quesito resolução, o Xbox One S ficou com o pior resultado – rodando em 720p. Já o PS4 Slim foi um pouco melhor, produzindo 900p. Com os consoles “melhorados”, os resultados obviamente foram superiores.

O PS4 Pro rodou em 1296p; já o Xbox One X, máquina mais poderosa da Microsoft, rodou um pouco melhor, conseguindo estabilizar em 1440p. 

Os aparelhos mais poderosos não conseguiram chegar em 4K nativamente.

Com relação ao desempenho, aí a situação ficou mais complexa. Este título oferece duas opções gráficas em todas as versões disponíveis: “Stable Mode” e “Default Mode” – “Modo Estável” e “Modo Padrão” em uma tradução livre. É aí que mora o primeiro problema.

Antes de começar a explicação, vamos entender um termo importante e fundamental. FPS (“frames per second” em inglês e “quadros por segundo” em português) é uma expressão utilizada para medir velocidade de troca de imagens estáticas de uma cena, seja em filmes ou games. Se o jogo rodar com uma quantidade de frames / quadros alta, a sensação de movimentação da imagem será superior. Não necessariamente uma imagem com mais FPS terá uma sensação de fluidez superior. Para isso existe o “frame pacing”, sendo basicamente o ritmo no qual os quadros serão renderizados; contudo, explicarei um pouco mais sobre esse fator durante a matéria.

Claro que tudo é mais técnico e complexo do que esta descrição, mas vamos simplificar ao máximo. 

Agora que isso foi ressaltado, podemos prosseguir.

A primeira escolha (“Stable Mode”) trava a experiência em 30 FPS. Isso poderia ser uma boa notícia… mas não é. Apesar dos frames por segundo realmente ficarem estáveis, o frame pacing já não é tão agradável assim. O frame pacing é tão importante quanto a taxa de quadros por segundo, porque… de forma simples, é o “ritmo” no qual os frames são renderizados.

Quando em um ritmo sincronizado, gerando um tempo de resposta baixo, por exemplo, poderemos ter 30 FPS com uma jogabilidade relativamente tranquila e fluida. Já se essa sincronia for ruim, produzindo assim um tempo de resposta (medido em milissegundos) muito alto entre as trocas de quadros, mesmo um game rodando em 60 FPS constantes pode se tornar um problema, porque as famosas “travadinhas” serão perceptíveis, e toda a jogabilidade e a fluidez serão afetadas negativamente.

Sendo assim, para resumir, o “Stable Mode” deste game, no presente momento, deve ser evitado em qualquer console. A jogabilidade será prejudicada graças ao desconforto gerado pela falta de suavidade na transição de frames.

Com relação ao “Default Mode”, ele tem os seus problemas, mas não é nada tão grave. Sempre mirando os 60 FPS em qualquer plataforma, nos console base (One S e Slim) os quadros por segundo irão oscilar constantemente entre 30 e 60, sendo a média por volta dos 43 ~ 48 FPS, segundo a Digital Foundry.

Para os puristas acostumados aos jogos de PC… talvez não seja uma boa escolha, mas definitivamente não é algo “injogável” – a média é a mesma no PS4 Slim e no Xbox One S, com pequenas diferenças em algumas cenas específicas.

Já nos consoles aprimorados, novamente temos um impasse. Em um primeiro contato, a versão do PS4 Pro parece ser a pior, pois roda em uma resolução inferior ao seu concorrente… e ainda tem uma média de quadros por segundo similar ao seu irmão mais velho – por volta de 43 ~ 48. O Xbox One X roda em 1440p com a média de 48 ~ 60 FPS – sendo possível atingir o desempenho máximo em várias ocasiões, mas oscilando em momentos de batalhas e/ou mais pesados graficamente.

PORÉM, como bem apontado pela Digital Foundry, os donos do console “profissional” da Sony têm uma opção que seus colegas da Microsoft, no presente momento, não possuem: se você ir nas opções de vídeo do console, com o jogo fechado, e forçar o aparelho a renderizar uma imagem em 1080p (em vez de 4K), desligando ao mesmo tempo a opção de Supersampling, aí sim a experiência ficará otimizada.

Desse modo, no PS4 Pro, forçando para 1080p e sem Supersampling, a média do jogo sobe para 55~60 FPS boa parte do tempo – com raras quedas para menos de 55. Ou seja, em termos de performance, se torna a versão mais estável e mais fluida.

Então, caro leitor, caso você possua o privilégio de escolher a sua versão, a situação ficou da seguinte forma: entre os consoles normais, o PS4 possui resolução um pouco superior ao Xbox One S, sendo que a média é similar em ambos.

No caso dos consoles aprimorados, caso você possua uma TV 4K, o Xbox One X consegue entregar o produto com uma resolução superior, sendo 1440p contra 1296p do seu competidor, e a média de frames por segundo também é superior – entre 43 ~ 48 FPS no console da Sony, enquanto no da Microsoft entre 48 ~ 60 FPS… MAS… se você forçar o Pro a rodar em 1080p sem Supersampling, apesar da resolução consideravelmente inferior, contudo, a taxa de quadros por segundo fica entre 55 ~ 60, sendo a maior entre os consoles atuais.

Há relatos de usuários que tentaram replicar o processo feito no Pro, só que no One X. Por diferenças internas de renderização de algumas técnicas entre os consoles, o mesmo resultado em 1080p ainda não foi obtido no lado verde, mas nada impede que um futuro patch, tanto da Square-Enix quanto da própria Microsoft, implemente tal funcionalidade.

Atenção, donos de Xbox One X com uma televisão compatível com FreeSync: façam uso dessa funcionalidade do seu painel. A fluidez se torna superior com essa tecnologia, fazendo a experiência ficar praticamente tão agradável quanto 1080p no PlayStation 4 Pro – só que com a resolução consideravelmente superior.

Cada versão possui os seus “prós e contras”. O comprador deve escolher a opção que melhor se encaixar aos seus gostos, necessidades e investimentos pessoais.

Kingdom Hearts III já está disponível para Xbox One e PlayStation 4.

[Via Eurogamer.net]