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A Sony divulgou um trailer cinematográfico para The Last Guardian, juntamente com uma entrevista feita com o diretor criativo do game, Fumito Ueda.

The Last Guardian chega para PS4 no dia 6 de dezembro. Confira abaixo o trailer e a entrevista:

Sobre ter a visão inicial completa para The Last Guardian:

  • “Eu vou ser um pouco duro comigo mesmo aqui… mas dizer que eu fiz tudo 100% não é totalmente verdade. Como criador, sempre há algo mais que você sente que poderia ter feito. Quando eu terminei Ico e Shadow of the Colossus, eu me senti exatamente assim também. Tendo dito isso, eu acho que as equipes da Sony e da Gendesign pegaram tudo, toda a energia que tínhamos, e colocaram no projeto.”

Sobre as inspirações pessoais por trás de The Last Guardian:

  • “Trico é uma espécie de híbrido, uma mistura de gato, cachorro, pássaro, algo assim. Ele pode representar um tema. Quando eu era mais novo, eu cresci com um monte de animais. Minhas experiências com eles são ótimas memórias que eu ainda tenho. Ao criar Trico, eu não tive que fazer nenhuma pesquisa específica porque ele é uma criatura que obviamente não existe. Mas é tudo baseado nas minhas memórias de infância, a forma como eu interagia com os animais, a forma como eles reagiam a mim.”

Sobre as comparações com Ico e Shadow of the Colossus:

  • “Da forma como eu vejo, talvez eles sejam do mesmo mundo ou do mesmo universo. Mas qualquer coisa além disso fica para a imaginação do jogador. Todo mundo tem uma relação diferente com os dois títulos anteriores, então nós não iríamos ditar que é ou não é. Isso fica para o jogador.”

Sobre seu maior orgulho em The Last Guardian:

  • “Eu diria que é o que nós conseguimos realizar com o personagem de Trico. Seu comportamento, tudo a respeito dele. Nós estávamos basicamente dando vida a uma criatura que nunca foi criada, um novo personagem, o que é muito difícil. Como é alimentar Trico? Eu quero que os jogadores experimentem a sensação.”

Sobre outras inspirações de jogos:

  • “Há alguns outros jogos que abriram meus olhos e me influenciaram muito. Prince of Persia é um, além de Another World. Isso pode ser uma surpresa, mas Virtua Fighter é outro… O que todos eles têm em comum é como as animações são intrincadas. Eu estou sempre curioso para descobrir maneiras de como a animação pode ajudar a dar vida aos personagens — isso é um elemento que irá sempre ter um apelo para mim.”

Sobre expandir o apelo dos videogames:

  • “É uma pergunta difícil de responder, mas eu acho que talvez uma barreira menor para começar ou que menos habilidade seja necessária. E eu não estou dizendo que os jogos precisam ser fáceis ou casuais. Mas quando você pensa sobre a origem dos videogames, jogos arcade, você coloca um dinheiro ali e vai jogar por, talvez, uns três minutos. Basicamente há um final ou uma restrição colocada. Às vezes isso pode intimidar.”
  • “Nos jogos de console, não há a necessidade de colocar uma limitação de tempo ou tela de game over — nós queremos que as pessoas joguem mais. Mas, de novo, sejam requisitos de habilidade ou desafios contínuos até que você resolva desistir… se eles forem um pouco mais acessíveis, talvez mais pessoas desfrutem dos jogos. Tendo dito isso, enquanto nós definirmos o que fazemos como videogames nessa indústria, então a experiência tem que ser bastante única [para esse meio]. Alcançar esse equilíbrio não é uma tarefa fácil.”

Sobre o tão aguardado lançamento de The Last Guardian:

  • “É muito simples…após jogar até o fim, se o jogador sentiu a existência de Trico, como se ele realmente estivesse ali, então nós alcançamos nosso objetivo.”

Via PS Blog