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Reportagem diz que CD Projekt criou demo falsa de Cyberpunk 2077 para E3; estúdio se defende

No último final de semana a Bloomberg divulgou uma reportagem feita pelo jornalista Jason Schreier a qual dá uma abordagem mais profunda acerca dos problemas de desenvolvimento de Cyberpunk 2077, tendo para isso declarações feitas por funcionários e ex-funcionários da CD Projekt.

O artigo também fala que o jogo mostrado à portas fechadas na E3 parecia bem melhor que aquele lançado em dezembro do ano passado, pois tratava-se de uma demo “totalmente falsa”, com o estúdio tendo gasto meses para fazê-la ao invés de focar no desenvolvimento do jogo completo.

Adam Badowski, chefe da CD Projekt, foi ao Twitter defender a empresa sugerindo que uma demo de um jogo é algo natural e não quer dizer que se trata de uma coisa falsa.

“É difícil para uma demo de um jogo em um evento não ser um versão de teste ou benchmark dois anos antes do jogo sair, mas isso não quer dizer que seja falso,” disse Badowski. “Compare a demo com o jogo. Olhe a cena de Dumdum ou a perseguição de carros, ou as muitas outras coisas. O que as pessoas lendo seu artigo podem não saber é que jogos não são feitos de forma linear e começam a ficar parecidos com o produto final apenas alguns meses antes do lançamento. Se você olhar aquela demo agora, é diferente, sim, mas é para isso que o marca d´água “projeto em andamento” serve. Nosso jogo final parece e roda muito melhor do que aquela demo.”

“Com relação aos recursos ausentes, isso faz parte do processo de criação. Os recursos vêm e vão à medida que vemos se funcionam ou não. Além disso, as emboscas automobilísticas existem no jogo final literalmente como aquilo que foi mostrado na demo. E se falarmos um pouco mais sobre nosso lançamento, a visão que apresentamos nesta demo evoluiu para algo que obteve vários 9/10s e 10/10s no PC de muitos canais de renome no mundo. Quanto aos consoles da geração anterior, sim este é outro caso, mas assumimos isso e estamos trabalhando arduamente para eliminar bugs (no PC também – sabemos que também não é uma versão perfeita) e estamos orgulhosos de Cyberpunk 2077 como um jogo e visão artística. Isso tudo não é o que eu chamaria de desastroso,” completou Badowski.

O chefe da CD Projekt respondeu em seguida sobre o relato de que muitos desenvolvedores do estúdio saibam que o jogo não estaria pronto para ser lançado em 2020.

“Você conversou com 20 pessoas, alguns sendo ex-funcionários, dos quais apenas um não é anônima,” disse. “Eu não chamaria isso de “a maioria” dos mais de 500 funcionários dizendo abertamente o que você afirma.”

Por último, Badowski abordou a alegação de que funcionários que falam polonês falariam essa língua na frente de funcionários que não a conhecem, o que “violava as regras da empresa” e os fazia se sentir com “ostracismo”.

Cyberpunk 2077 pode estar bugado mas a versão PC é sensacional

“Todos aqui falam inglês durante as reuniões, todos os e-mails e anúncios de toda a empresa são em inglês – tudo isso é obrigatório”, explicou. “A regra prática é mudar para o inglês quando houver uma pessoa que não fala um determinado idioma em uma conversa casual. No entanto, é bastante normal para alemães falarem em alemão, poloneses falarem em polonês, espanhóis falarem em espanhol, etc. (há 44 nacionalidades no estúdio, entendeu) quando não há ninguém por perto. Estamos trabalhando em um ambiente multicultural. Se a questão é se é difícil mudar para outro país, às vezes por causa da cultura, e trabalhar e morar lá, a resposta é sim. Mas isso é universal para todas as empresas em todo o mundo e estamos fazendo o que podemos para facilitar essa transição,” concluiu.

O jornalista Schreier respondeu dizendo que a “CD Projekt optou por não responder perguntar específicas ou disponibilizar Badowski para nosso artigo, então é interessante ver estes comentários chegando agora”.

Também mencionou que não se arrepende de trazer à tona o problema do idioma, pois isso recebeu uma “quantidade desproporcional de atenção e não é particularmente um grande problema”, mas apontou que Badowski não abordou o “crunch brutal e cronograma irrealista”.

Via IGN

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