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Não tem jeito mesmo, os melhores jogos das adoradas Tartarugas Ninjas ficaram mesmo na época dos 16 Bits, com os ótimos “TMNT: Turtles in Time” e “TMNT: The Hyperstone Heist“, para SNES e MD respectivamente. Produzido pela inexperiente Red Fly Studios, “TMNT: Out of the Shadows” é a inclusão – e decepção – das verdinhas no mundo virtual dos videogames. Baseado na atual animação da Nickelodeon dos personagens, o jogo foi lançado para X360 e PC em agosto de 2013.

De qualquer maneira, esse é um jogo que nós não recomendamos nem para os fãs mais fervorosos das Tartarugas, pois ele falha miseravelmente na tentativa de atualizar a franquia na atual geração através de universo tridimensional, conseguindo ser pior até que o remake de “Turtles in Time Re-Shelled“. O jogo pega emprestado mecânicas de outros títulos consagrados, como “God of War” e “Batman: Arkham Asylum/City“, mas diferente deles, é tudo mal planejado e executado, resultando em controles travados e ação pouca fluída.

Feio, tosco e incontrolável

Na teoria é tudo muito bonito: atacar múltiplos adversários com combos dinâmicos, fazer acrobacias ninjas mirabolantes pelos cenários, usar facilmente o movimento de esquiva para escapar de momentos perigosos, para então rapidamente contra-atacar com uma variedade de golpes e armas – tem até um expressivo sistema de evolução de habilidades que pode deixar RPGs modernos com inveja. Bastante promissor, não? Mas infelizmente graças à falhas imperdoáveis, tudo isso não serve pra nada. Os comandos são imprecisos e lentos, e por diversas vezes falham sem explicação alguma, deixando sua Tartaruga na mão no meio de uma roda de inimigos do Clã do Pé. E não adianta ficar apertando freneticamente o botão, elas simplesmente ignoram e não fazem nada na tela. Tartarugas temperamentais essas.

O game é cheio de bugs, inimigos aparecem no meio de paredes, escadas, pisos e qualquer coisa que apareça nos cenários. As vezes inimigos desaparecem (prepare-se para ficar caçando inimigos invisíveis), te deixando sozinho numa área, impedido de se avançar na aventura, ou ainda pior, o jogo chega a travar, nos obrigando a reiniciar no último checkpoint, correndo o risco de passar por tudo isso novamente. Além disso, a luta com a câmera será constante, que parece sempre escolher o pior ângulo para mostrar parcialmente a ação, ficando atrás de objetos e elementos das áreas.

Os gráficos são ridículos e nem parecem ser desta geração, com texturas mal feitas, com designs artísticos básicos e feios, que não chamam atenção nenhuma. Até a iluminação e cores do jogo são monótonas, com uma tonalidade escura que nada agrega positivamente ao visual. O modelo dos quatro personagens principais é até bem detalhado com boas animações, mas prepare-se para se assustar quando a câmera der um close no rosto deles. Esqueça as feições fofinhas dos games/desenhos antigos, aqui elas têm feições mais humanas, e bizarras, que nada lembram o novo desenho da Nickelodeon.

As missões são chatas e sem criatividade, resumindo a destruir os botões do controle em incessantes e intermináveis batalhas recheadas de inimigos. O design das fases é igualmente entediante, sem criatividade alguma, com ruas, salas e outras coisas que parecem ter sempre o mesmo visual. É fácil ficar perdido, o progresso do jogo é confuso, não há indicadores de onde se deve ir.

É possível jogar com quatro pessoas simultaneamente no modo multiplayer, cada um controlando uma Tartaruga, mas com o problema dos controles e com a câmera frustrante, que consegue ficar ainda pior neste modo, a diversão dura pouco. Além do  modo campanha, para até dois jogadores, é possível jogar um modo arcade e um modo de desafios, que também sofrem dos mesmo problemas, deixando inviável qualquer opção. E para terminar, depois de todos esses contras, o jogo é curtíssimo e pode ser terminado em menos de duas horas. Isso se ele não travar ou você morrer de tédio.