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Divulgação

A Sony, Nintendo e a Microsoft deixaram as diferenças de lado e contribuíram para uma carta aberta conjunta endereçada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, em resposta às sanções impostas contra a China, que afetariam a indústria de videogames.

As três companhias compartilharam na carta evidências do impacto que a indústria chinesa tem sobre a economia dos EUA, afirmando que tais tarifas, caso sejam impostas pelo governo ao mega produtor de eletrônicos que é a China, resultariam em um “enorme impacto e danos econômicos excessivos em direção ao ecossistema completo de videogames“.

As companhias afirmam que as tarifas prejudicariam os consumidores e desenvolvedores, bem como outros envolvidos, colocando em risco milhares de empregos nos EUA e “sufocariam a inovação” dentro e fora da indústria.

Embora apreciemos os esforços do governo para proteger a propriedade intelectual dos EUA e preservar a liderança de alta tecnologia do país, o dano desproporcional causado por essas tarifas aos consumidores e empresas dos EUA prejudicará – e não avançará – essas metas“, diz parte da carta.

Ainda de acordo com o texto, essas tarifas, caso sejam aprovadas, podem aumentar os custos de certos bens em até 25%, o que inclui os videogames.

Um aumento de preço de 25% provavelmente colocará um novo console de videogame fora do alcance de muitas famílias americanas que esperamos estar no mercado neste período de festas“.

Estados Unidos e China travam uma guerra comercial desde o ano passado, com o presidente americano, Donald Trump, anunciando tarifas sobre as importações chinesas e a todos os produtos do país asiático.

Negociações entre os dois países devem ocorrer na cúpula do G20, encontro que reúne as 20 maiores economias do mundo em Osaka, Japão, nesta sexta-feira e sábado. O presidente Jair Bolsonaro também fará parte e já se encontra no Japão.