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Wrecking Crew

O Mario que todos conhecemos construiu sua fama como um encanador que salvava a princesa do terrível Bowser. Neste game, no entanto, Mario muda de profissão, assumindo o papel de um demolidor e deve por abaixo antigos prédios para liberar espaço para novas construções. Contando apenas com um pesado martelo que o impede de pular, a nova empreitada de Mario rende um divertido jogo de plataforma e puzzle.

Demolindo Tudo

O spin-off da série que diga-se de passagem, é bem inusitado, consegue entregar bastante diversão. O objetivo é destruir todos os elementos do cenário, tendo que desviar dos inimigos que podem abater Mario ao simplesmente toca-lo.

A atividade rende um divertido jogo de plataforma e puzzle, criativo e com um bom nível de dificuldade. Os 100 estágios do jogo entregam uma grande variedade de desafios distintos, com as fases sempre mudando de configuração, com mais objetos para destruir, mais inimigos, mais escadas entre outras.

É fácil se enganar com a dificuldade do jogo nas primeiras fases, mas após alguns minutos vemos que a vida de Mario não será nada fácil. Os novos inimigos que vão aparecendo ficam mais ágeis e as fases tentam sempre entregar um desafio mais “cabeludo” que o outro. Algumas contam com pouquíssimas – ou até mesmo nenhuma – escadas para acessar determinados andares do cenário, enquanto outras contam com uma quantidade absurda de itens para destruir, assim como a quantidade de inimigos, tornando o game mais cerebral.

Alguns elementos ajudam a manter o interesse e desafio durante toda extensa campanha. Além dos inimigos comuns, há uma pequena bola de fogo que aparece de tempos em tempos nos andares que Mario está. Outro ponto interessante é que mesmo estando distante do Reino dos Cogumelos Mario ainda terá um rival para importunar sua vida. Foreman Spike é um demolidor rival do bigodudo e fará de tudo para atrapalhar a vida do jogador em muitos estágios, inclusive nos estágios bônus, onde é preciso achar uma moeda que se esconde atrás das paredes.

Alguns outros elementos completam o pacote de Wrecking Crew, como barris que pode ser usados para aprisionar inimigos, portas que prendem os inimigos em um plano diferente por um determinado tempo, explosivos para ajudar a destruir tudo com mais eficiência e o martelo dourado, que garante mais poder de fogo ao herói. Vale citar o multiplayer e o editor de fases, aumentando a vida útil do jogo.

Razoavelmente bem

Os gráficos de Wrecking Crew se comportam bem na maioria das vezes. Os cenários são sempre cheios de objetivos destrutivos e variam na configuração, evitando a repetição. Também são, na medida do possível, coloridos, assim como os inimigos, que apresentam cores bem vivas, apesar da simplicidade em seu design que acaba destoando negativamente. Algumas cores acabam não combinando muito, como um azul bem forte misturado com cores com tonalidades rosa, alguns até brilham fugindo bastante do tema visual visto na série até esse ponto.

Mario e Luigi, diferente dos inimigos do game, foram bem trabalhados e seus sprites possuem muitos detalhes, inclusive parecem ser mais esbeltos e magros do que na série clássica, apesar de Luigi ser bem parecido com Mario, inclusive no esquema de cores. Spike, o “vilão” do jogo também possui um trabalho bacana, com bastantes detalhes e bom acabamento.

A trilha sonora é somente razoável, com algumas músicas bem chatinhas e sem o mesmo tempero de um Super Mario Bros, da mesma que os efeitos sonoros, que apenas cumprem seu papel sem muito destaque.