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Hoje vamos falar de um dinossauro dos games, afinal, não vivemos só de lançamentos aqui na Gamehall, também pensamos nos nostálgicos que gostam de reviver seus dias de glória, e é pensando nisso que trazemos a análise de “The Castle“, um dos grandes clássicos da primeira versão do computador MSX, lançado pela ASCII em 1985.

Se você jogava MSX certamente deve ter esbarrado com “The Castle”, um game de plataforma e quebra-cabeças bastante criativo criado por dois japoneses, Isao Yoshida e Keisuke Iwakura. Apesar de extremamente simples, tinha apenas 32 Kb, os japas criaram uma mecânica de jogo que pode ser considerado o “avô” de títulos como “Super Metroid” e “Castlevania: Symphony of the Night“.

 

Você é um herói que deve entrar num castelo gigantesco cheio de perigos e soldados, com a missão de… consegue adivinhar? Sim, de salvar a PRINCESA! Mais clichê impossível, mas estamos falando de um game de 1985, então tudo bem. Aqui não tinha CGs, o negócio era usar a imaginação mesmo!

São mais de 100 salas que devem ser percorridas até encontrar a princesa, cada uma delas oferecendo desafios crescentes em forma de puzzles, que envolvem um pouco de habilidade e inteligência. Colete chaves para abrir portas, mova itens como jarros, potes e aquários para abrir passagens e elimine os monstros que aparecem pelo caminho, empurrando objetos em cima deles ou usando armadilhas do próprio cenário contra eles, como elevadores e raios laser (mas cuidado para não morrer no processo) – ou, se possível, apenas desvie e deixe eles lá quietos. O jogo é dividido em três etapas: o começo, que permite se familiarizar com as mecânicas do game; a segunda parte com introdução dos puzzles e a terceira, que é uma mistura de tudo e um festival de dificuldade.

 

Além dos monstros há outros perigos, como espinhos nas paredes, soldados, esteiras, plataformas móveis e até reis tentam impedir o seu avanço. O castelo é um enorme labirinto e bastante desafiador, as salas vão ficando mais difíceis, exigindo um bom grau de raciocínio lógico e paciência, se quiser salvar a princesa. Se ficar preso numa sala e não souber como resolver os puzzles, é possível cometer “suicídio” e começar a sala de novo.

O visual é simplérrimo, mas cumpre com a sua proposta em mostrar 100 diferentes salas. O príncipe galante é até charmoso com sua roupa vermelha e há uma boa variedade de inimigos e itens, todos bem desenhados na tela. A música é a mesma do começo ao fim e logo se torna irritante, especialmente o som de pulo do personagem, então talvez você queira botar um som do seu rádio mais ao seu gosto enquanto joga, para não ficar nervoso.

Uma sequência foi lançada em 1986 chamada de “Castle Excellent” para MSX e NES, mantendo a mesma fórmula com algumas poucas diferenças.