Análises

Big Brother Brasil

Um dos programas nacionais mais assistidos e mais inútil, e curtidos, pelo povão brasileiro, o reality showBig Brother Brasil“, ganhou uma versão game, acredite se quiser. Produzido pela já extinta produtora curitibana Continuum Entertainment (que nos trouxe o excelente “Outlive”, inspirado em “StarCraft”), o fatídico jogo foi lançado para PC em 2003 e certamente deve ter angariado vários jogadores, já que o programa é uma verdadeira mania nacional –  mas ambos os redatores dessa análise nunca assistiram a uma temporada do BBB, aproveitamos o tempo livre para jogar!. Confira abaixo o que esperar dessa tosqueira!

Preparem o sofá, vai começar mais uma edição do BBB!

Se tem algo que impressiona no jogo do BBB, é que ele possui a licença oficial do programa, o que já garante um marketing especial nas mídias da Globo. Porém, essa licença se resume apenas ao logotipo e a estrutura do jogo, o que pode deixar alguns fãs desapontados. Não temos aqui o xaropão do Pedro Bial e seus comentários de efeito maravilhosos, ou as vinhetinhas da Globo, ou mesmo alguns participantes conhecidos, já que na época em que o título foi lançado, o programa estava em sua terceira edição – seria bacana, por exemplo, jogar com a Sabrina Sato.

Mas na falta dos participantes reais, temos uma lista de 12 personagens fictícios que podemos escolher. Entre as figuras temos um gerente de hotel, um ator, um jornalista, uma dançarina, um jogador de futebol, uma escritora, entre outros. O nosso preferido é o Marcão, que é personal trainer. Esse início do jogo é até bacaninha, e é interessante notar que cada indivíduo possui sua própria personalidade e características. O Marcão, por exemplo é o cara que curte fazer exercícios e é o “saradão pegador” (mas não espere showzinho embaixo do edredom), possui carisma mas não é lá muito comunicativo e possui caráter duvidoso. Já a Sheila não é muito higiênica e é a antipática do grupo, e assim por diante.

Após escolhido o participante que mais lhe agrada, o jogo começa dentro do quintal da famosa casa cenográfica, com um menu na parte de baixo da tela que mostra o status do seu participante com cinco barras de características (motivação, aceitação, higiene, alimentação e energia), o nível de relacionamento com as outras pessoas, um mapa da casa e um medidor de tempo e de dia/noite.

Seu único trabalho aqui é cuidar das barras de status, que vão diminuindo. O de alimentação está baixo? Só ir na cozinha preparar um rango ou devorar a comida feita por outro participante e que está na mesa. A higiene não está muito boa? Só tomar uma ducha ou fazer uma visita para a “fada dos vasos“. Para recuperar a energia tire um cochilo na beira da piscina ou em sua cama. Basicamente, faça a mesma coisa que aqueles inúteis fazem dentro do programa.

Além do seu status, é preciso trabalhar no seu nível de relacionamento e aceitação dos outros participantes para se dar bem. Para isso você conta com uma lista, bem limitada, de conversação/interação, como Conversar, Contar uma Piada, Dançar, Paquerar e Brigar. Se o número de pontos de relacionamento for maior do que 800, significa que pode rolar um love com a pessoa. Mas se ele estiver abaixo de 200, prepare-se pois você tem um inimigo dentro da casa. Em nossa partida arranjamos uma intriga com o Marcão e outro participante, o Vítor, que virou nosso maior rival.

E aqui outra característica interessante: é possível “fazer complô”  contra os seus adversários, para isso basta escolher os personagens que você tem maior afinidade e detonar o seu rival para eles, para que votem no fulano para ir para o Paredão e ser desclassificado. Mas cuidado, ele pode fazer a mesma coisa com você. A sua aceitação pelo público é outro fator importante, banque o mau caráter e fique arranjando brigas que o seu nível de popularidade cai, podendo ser desclassificado na votação da audiência.

Um The Sims, #sqn

A estrutura de BBB segue a fórmula criada por Will Wright para o fenômeno simulador de pessoas “The Sims” lançado em 2000, mas claro, numa versão bem mais pobre e limitada. A ideia funciona de forma perfeita para um jogo estilo BBB, mas infelizmente a execução, e provavelmente a falta de estrutura da produtora nacional, deixou bem a desejar no resultado final.

Os gráficos, mesmo para a época, já eram bem feinhos, com animações toscas e sem inspiração alguma nos designs artísticos – coisa que o The Sims oferece nos mínimos detalhes. Temos uma música ao fundo, que com tempo se torna extremamente repetitiva, mas o problema mesmo são os grunhidos irritantes que os personagens fazem ao conversar ou brigar com alguém. Como um dos focos do jogo é manter relação com outros personagens, espere ouvir muitos grunhidos durante a partida.

Confira nossa Vídeo Análise do BBB

Márcio Pacheco

Márcio Alexsandro Pacheco - Jornalista de games, cultura pop e nerdices em geral. Me add nas redes sociais (links abaixo):

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