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Em meio a inúmeros títulos de RPG, um que possuí uma das histórias mais intrigantes e bem contadas até hoje sem dúvidas nenhuma é do magnífico Chrono Trigger, que além de toda sua criação sendo feita pelos melhores desenvolvedores possíveis, conta com uma narrativa única, com elementos mitológicos que vão desde a ficção passando até mesmo pelo catolicismo.

Com a criação deste dossiê, que está sendo desenvolvido em base de conhecimentos próprios (nota: terminei de todas as maneiras possíveis na versão de PSX) e claro, uma boa dose de pesquisa, passarei para os leitores um pouco do que é o Chrono Trigger, desde seu surgimento nos consoles até curiosidades e mitos que surgem até hoje. O Dossiê será divido por partes e começamos com a origem do jogo, começando com uma pequena introdução e passando para a parte dos desenvolvedores do jogo e algumas características do sistema de jogo que fora utilizado.

“A história da história que reuniu o time mais completo na criação de um RPG.”

Para aqueles que possuem 15 anos ou mais e tiveram o inicio de sua saga “Gamer” com um Super Nintendo ou até mesmo com um Nintendinho 8 bits, a era 16 bits se tornou lendária para os amantes de RPG. Digo isso porque sou dessa época de ouro, que contava com títulos de peso como Final Fantasy V, Final Fantasy VI, Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars, Breath of Fire I e II… Dentre esses, o que mais me marcou sem dúvidas foi o lendário Chrono Trigger. E é com prazer que venho lhes contar um pouco da história dessa história que rendeu milhões de fãs, um “Time dos Sonhos” e um enredo tão complexo e magnífico, que além desse mais dois jogos foram lançados para dar continuidade da história: Radical Dreamers e Chrono Cross.

Voltando à suas origens, em meados da década de 90, Hironobu Sakaguchi, produtor da série “Final Fantasy”; Yuji Horii, diretor da série de jogos “Dragon Quest”; Akira Toriyama (preciso mesmo dizer quem é esse cara?), criador de mangás como Dragon Ball e Dr. Slump; Kazuhiko Aoki, um dos desenvolvedores originais de games da Squaresoft (atual Square-Enix) e Nobuo Uematsu, compositor das trilhas sonoras de “Final Fantasy” resolveram que criariam um jogo nunca antes visto em um console. Pelos nomes citados acima não é a toa que o grupo foi apelidado carinhosamente de “Dream Team”, ou “Time dos Sonhos”.

Para o Dream Team, Chrono Trigger deveria conter algo mais que qualquer simples RPG, portanto sua engine foi trabalhada cuidadosamente para que o jogador pudesse jogar um RPG de primeira qualidade sem perder a essência básica de um RPG e acima de tudo inovando o modo de jogar.

Para inicio de jogo, logo de cara o jogador pode escolher uma entre duas opções de modo de batalha:

Active Mode (Modo Ativo): Modo em que os monstros não esperam o jogador a escolherem itens, magias ou que monstro será atacado

Wait Mode (Modo de Espera): Modo em que os monstros esperam pacientemente o jogador escolher qual será sua ação, sem atacá-los.

Alem desse tipo de escolha, Chrono Trigger inovou ao criar um recurso que até hoje é usado em vários RPGs: o New Game+.

O New Game+ (Novo jogo “Mais”) faz com que o jogador, ao terminar o jogo comece uma nova aventura com o mesmo nível, itens e magias que você possuía ao terminar o jogo pela 1ª vez, ou 2ª, 3ª…

Como em qualquer outro RPG, seus personagens eram capazes de invocar magias para auxiliarem no combate. Cada personagem da série possuía um elemento próprio que determinava quais magias seriam aprendidas ao decorrer da jornada, quando acumulados suficientes “Magic Points”, ou pontos de magia. Cada personagem poderia aprender um total de Oito magias. Mas parecia que isso ainda não era suficiente para os produtores, que resolveram então criar o excelente sistema de Double e Triple Techs.

Exemplo de Double Tech: Ice Sword!

As Double e Triple Techs (Técnicas Duplas e Triplas) eram combinações poderosíssimas entre os personagens que ‘fundiam’ suas técnicas singulares uma com as outras criando diversas técnicas diferentes. Além disso, técnicas secretas em conjunto poderiam ser utilizadas quando Acessórios Específicos eram equipados nos personagens.

Overworld de CT

Chrono Trigger possuía também um mapa aberto para onde o jogador poderia acessar outras localidades. Mas ao contrário de muitos RPGs, não aconteciam batalhas aleatórias em campo aberto, tampouco em áreas como Dungeons. Os monstros a serem enfrentados eram vistos pelos caminhos percorridos no jogo e enfrentá-los era uma opção do jogador. Também vale lembrar que quando um monstro era tocado ou te tocava, a batalha era feita ali mesmo sem a adição de alguma tela genérica.

A engine de Chrono Trigger para sua época era bem avançada. Seu sistema de rastreamento de eventos era bastante completo e contava com recursos como Atualização de Títulos de Capítulos quando se salva o jogo; Modificação de Certos diálogos de personagens e também alteração de mapas conforme a posição na história.

Com gráficos bem acima da média (para época), uma história que ainda hoje supera em muito várias outras de jogos lançados atualmente, uma trilha sonora que agrada desde saudosistas até os iniciantes no jogo e muitos outros fatores, determinaram o estrondoso sucesso que Chrono Trigger alcançou hoje. Sucesso muito mais que merecido…

Continua no próximo artigo!