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Parem de responsabilizar os videogames pela violência das pessoas! | Opinião

É leviano, ignorante e a ciência já provou que não existe essa relação

Pauta de polêmicas e debates desde a década de 1990, a correlação entre violência e videogames perdeu muita força nos últimos tempos (ainda bem!), provavelmente porque as crianças daquela época cresceram e hoje são pessoas adultas. Mesmo assim, volta e meia ainda surgem pessoas que defendem essa ideia e procuram responsabilizar os games por crimes que “chocam a sociedade”.

Se olharmos pelo lado científico, há vários estudos que reforçam que não há essa relação, incluindo um de 2013 publicado pela British Medical Journal que já comprovou que não há essa correlação; Outro da Associação Americana de Psicologia; Tem a opinião do psiquiatra brasileiro Diego Tavares que trabalha com o Grupo de Estudos de Doenças Afetivas do Hospital das Clínicas de São Paulo.

A socióloga da Universidade de Southern California, Karen Sterheimer, fez uma extensa pesquisa sobre o assunto desde 1999 e ela é categórica em dizer que responsabilizar os games pela violência das pessoas é leviano, pois desconsidera diversos fatores que influenciam no comportamento de alguém, como famílias disfuncionais, meio social onde estão inseridos, desigualdade etc. Sterheimer diz que colocar videogames como influência é tirar o foco do real problema e você está “inocentando” os verdadeiros responsáveis por isso.

Além disso, cremos que os jogos violentos também podem ter até o efeito oposto e serem catárquicos, e a pessoa violenta desconta toda aquela energia e raiva dentro do jogo, podendo ser até benéfico para justamente não criar pessoas violentas.

“Ah, mas eu tenho um filho de 8 anos e não acho certo as empresas lançarem jogos tão violentos”. 

É importante ressaltar que o videogame é uma mídia de entretenimento e não é um simples “brinquedo”, e que cada jogo tem uma classificação indicativa justamente para mostrar que aquele produto é adequado ou não para determinado grupo. Quando alguém te disser que videogames são “para crianças”, você responde com a pergunta:

“Qual o público alvo do cinema?” 

“Depende do filme” – a pessoa responderá

“Logo o público alvo dos videogames depende do…?” – você esclarece.

As universidades, a sociologia, a psicologia, a psiquiatria já concluíram que os videogames não causam violência, reforçando uma percepção da própria comunidade gamer. Falta só alguns setores da imprensa.

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