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O Dia das Crianças é o dia dos baixinhos pentelharem os pais para ganharem presentes, e claro, um dos favoritos é receber aquele game tão desejado. Para celebrar esse dia cheio de alegria e diversão, elaboramos uma lista especial: Top 10 – Crianças nos Games. Tivemos a difícil tarefa de escolher crianças e adolescentes que participaram de super aventuras nos videogames, algumas bem famosas, outras nem tanto (temos que dar chance para todos né). A lista certamente não vai agradar a todo mundo, como sempre acontece, mas vocês podem colaborar citando os que ficaram de fora nos comentários. Seja você um jovem padawan, ou um marmanjão barbado (não esquecemos de vocês), comece a ter um feliz Dia das Crianças conferindo o nosso Top 10!

Bônus Stage

Baby Larva Metroid – Super Metroid

Já que pediram o Baby Larva Metroid em outro Top 10, pronto, aqui está ele em toda a sua glória! No começo de “Super Metroid“, Samus conta como exterminou os Metroids e como o último deles, uma larva recém-nascida, a seguiu feito uma criança assustada. A missão do jogo é salvar essa larva raptada pela Mother Brain, monstrengo que na última fase está prestes a destruir uma indefesa Samus, quando então a minúscula larvinha aparece e se sacrifica para salvar a heroína espacial, numa das cenas mais tocantes da história dos videogames! Esse fato marcou a vida de Samus para sempre, como vimos em “Metroid: Other M“.

Mick e Mack – MC Kids e Global Gladiators

Esses dois moleques estrelaram dois games lançados em 1992, que foram patrocinados pela rede de sanduíches mais famosa do mundo: MC Donalds. Produzido pela Virgin, a versão mais legal e interessante que tinha era do Mega Drive (sua engine serviu de base para outros games para o console, como Aladdin, Cool Spot e Earthworm Jim), seguindo o estilo plataforma e contava com gráficos e trilha sonora bacaníssimos! Apesar do jogo servir como meio de propaganda para a rede de lanches, ele passava uma mensagem de conscientização de proteger o meio ambiente , coisa que agravada, e muito, os pais. “Global Gladiators” podia ser um game voltado para a audiência infantil, mas era difícil pacas – eu nunca consegui terminar esse trem, e olha que eu jogava direto MD!

Max – Goof Troop

Jogo estrelado pelo Pateta e seu filho Max e um grande clássico do Super Nintendo. O título na verdade é baseado no desenho homônimo da Disney, lançado em 1992 para a alegria da criançada (e mais conhecido por aqui como “A Turma do Pateta”). O jogo foi produzido pela Capcom, nome que já garante a sua boa qualidade. O diretor foi Shinji Mikami, e se esse nome não lhe é estranho, é porque o figura aí é mais conhecido por ser o criador da renomada série “Resident Evil”. Mas antes de se aventurar no mundo dos zumbis e carnificina, Mikami apresentou um jogo bastante alegre e divertido, que fugia do estilo plataforma (padrão para os jogos Disney da época), com uma perspectiva aérea ao melhor estilo de Zelda de ser e cheio de quebra-cabeças pelo caminho. Um clássico.

Simba – Lion King

Simba pode não ser uma criança humana, mas era um filhote leão muito fofo, que protagonizou o game inspirado no filme, que fez bastante sucesso em 1994 no Mega Drive e Super Nintendo (entre outros sistemas), ambas versões de excelentes qualidades. Jogos Disney nos anos 90 eram sinônimo de satisfação garantida, e com “Lion King” não foi diferente, com visuais ao estilo cartoon lindíssimos e trilha sonora inspirada nas ótimas composições originais. No jogo controlamos Simba ainda filhote por algumas fases e, nos estágios finais, sua versão adulta, mais forte e com mais movimentos. A Virgin pelo jeito não gostava de pegar leve com a criançada, pois este game também tem seus momentos difíceis e frustrantes, que vai exigir muita prática, habilidade e paciência para se chegar no final.

Mega Man – série Mega Man

O famoso e simpático robozinho azul da Capcom surgiu pela primeira vez em 1987 e seu nome original no Japão é Rockman, no entanto quando o jogo chegou aos Estados Unidos, foi rebatizado pelo vice-presidente sênior da Capcom, que achou que “o título era horrível“. E ele estava certo, Mega Man é muito  mais legal! Na série, ele é um “robô-adolescente” criado por Dr. Thomas Light, programado para acabar com os planos do cientista maluco Dr. Albert W. Wily de dominar o mundo. Ele tem a habilidade de adquirir o poder de cada chefe que ele derrota e o seus jogos eram conhecidos pelo alto grau de desafios.

Confira agora o Top 10

10 – Hope – Final Fantasy XIII

Um garoto mala de quatorze anos que viaja com o grupo de Lightning e está sempre chorando. Ele tem cabelos prateados e usa roupas coloridas como se estivesse numa boy band, e tem como arma um bumerangue. Sua mãe morreu quando se aliou ao Team Nora, e Snow cumpre com o seu último pedido que é de “proteger o rapaz”, mesmo o menino o odiando Snow por ter incentivado sua mãe à lutar, o que no final causou a sua morte. Acho um personagem bastante boring e desinteressante, mas tem gente que gosta.

09 – Marlene – Final Fantasy VII

Marlena é a jovem filha adotada do esquentadinho Barret, que começou a cuidar dela quando seus amigos, Dyne e Eleanor, morreram devido ações da Shinra. Ela não tem uma participação muito ativa no jogo, sendo que passa a maior tempo sob cuidados de Elmyra, mãe de Aeris. Ela também aparece no filme “Advent Children“, agora com uma presença maior (até mais que outros personagens principais da série), narrando o início da história, ajudando Tifa e dando bronca no Cloud. Como toda boa pirralha amiga dos mocinhos, acaba sendo raptada por Kadaj. Destaque para o momento em que ela corre para debaixo da capa de Vincent e pergunta a ele se possui celular, que claro, ele não possui – na batalha contra Bahamut ele até pergunta onde fica a loja de celulares.

08 – Baby Mario – Yoshi’s Island

Lançado em 1995 para o Super Nintendo, “Yoshi’s Island” trazia o bigodudo mais famoso dos games ainda bebê (e sem bigode!), causando muita dor de cabeça para a sua babá-dinossauro-verde, que fazia de tudo para protegê-lo de ser capturado. Foi a primeira vez que Yoshi foi o personagem principal na franquia, e sua missão aqui é terminar o trabalho da cegonha e entregar o Baby Mario para os seus pais, que vivem no Reino do Cogumelo. Porém, achando esse reino muito perigoso para criar os seus filhos (Mario e Luigi), eles resolvem envia-los para o Mundo Real, onde passam a sua vida inteira e volta ao Reino dos Cogumelos já adultos. O jogo tinha um visual desenhado à mão, o que acabou dando uma característica infantil muito elogiada. Baby Mario apareceu também em outros jogos da franquia, como “Mario Golf” e “Mario Tennis”.

07 – Maria Renard – Castlevania X: Rondo of Blood

Quem diria que uma série com temática tão sombria e macabra teria uma fofíssima e simpática garotinha como protagonista. Maria Renard é a irmã mais nova da noiva de Richter Belmont e apareceu pela primeira vez no game lançado para PCE em 1993. Maria tinha apenas 12 anos quando ajudou Richter a libertar sua irmã Anette das garras do Drácula e apesar de ser mais fraca, ela é mais ágil, pode realizar pulos duplos e seus ataques são baseados em animais/natureza (existe até um final alternativo em que é ela que derrota Conde Drácula, e não Richter). Ela foi adotada pelo clã dos Belmont e aparece em outros games da série, como no clássico “Symphony of the Night” – sequência direta de “Rondo of Blood” – agora já adulta, e caidinha por Alucard.

06 – Zeke e Julie – Zombies at my Neighbors

Produzido pela LucasArts em 1993 para Mega Drive e Super Nintendo, esse jogo divertidíssimo era uma homenagem a vários filmes de terror, em especial claro, os zumbis. Um ou dois jogadores podem controlar os adolescentes irmãos Zeke e Julie com a missão de salvar os vizinhos que correm perigo nas mãos de monstros e mortos-vivos. Uma sequência foi lançada em 1994 chamada de “Ghoul Patrol“, que seguia a mesma mecânica do original, mas sem o mesmo sucesso. Além disso, serviu de inspiração para o jogo “Herc’s Adventures“, para PS1 e Saturn, também produzido pela LucasArts,  mas agora com temática da mitologia grega. Boatos recentes dizem que um filme de “Zombies at my Neighbors” estaria nos planos de produção de Hollywood.

05 – Treinador Pokémon (Red) – Pokémon Red and Blue

Os jogos da série dos monstrinhos simpáticos vendem igual água no deserto, mas os mais famosos e adorados são os games antigos do Game Boy, sendo que “Red and Blue” foi onde tudo começou, fazendo a alegria de milhares de crianças nos anos 90. O jogador controla o personagem principal, um garoto de apenas 10 anos de idade aspirante à treinador Pokémon. O objetivo é capturar os monstrinhos e ser o melhor treinador da região, enfrentando pelo caminho seu rival de infância, derrotando líderes de ginásio e enfrentando a Elite dos 4 e o Campeão da Liga. Um jogo que marcou toda uma geração de jogadores e rendeu para a Nintendo milhões de dólares em seu bolso.

04 – Sora – Kingdom Hearts

Eis que da união da Square Enix e Disney surge uma série que seria altamente idolatrada pelos gamers de todo mundo: “Kingdom Hearts“, lançado em 2002 para PS2. Protagonizado pelo jovem Sora, o menino escolhido pela Keyblade para adquirir poderes especiais. Em sua jornada para salvar os seus amigos Riku e Kairi, o herói se aventura em mundos habitados por personagens da série “Final Fantasy” e do universo Disney. Acaba se aliando com duas figurinhas famosas: o Pateta e o Pato Donald, que o auxiliam durante todo o game e praticamente “roubam a cena” do protagonista. Square e Disney, nunca uma parceria tão inusitada deu tão certo!

03 – Garoto Chifrudo – Ico

“Ico” é um jogo considerado por muitos como uma obra de arte nos videogames, lançado para PS2 em 2001. Nessa incrível e emotiva aventura que tem como tema “garoto encontra garota“, nós controlamos o jovem chamado Ico, que por infortúnios da vida, nasceu com chifres (será que é filho do demo?), e por esta razão, é considerado um mau presságio por sua aldeia. Ico é aprisionado em uma fortaleza abandonada, quando em algum momento de suas explorações, encontra a misteriosa e frágil Yorda, uma menina perseguida por criaturas-sombras que tentam capturá-la. Sua missão é protegê-la a todo custo, enquanto percorre o gigantesco labirinto do castelo, ajudando a delicada garota atravessar obstáculos e solucionando enigmas para prosseguir. Um dos jogos mais marcantes da história dos videogames, inspirou vários outros jogos ao longo dos anos como o recente “Rain“, e recebeu um sucessor espiritual tão brilhante quanto, chamado “Shadow of the Colossus“. Se você não conhece “Ico” e “Shadow“, jogue fora o seu videogame e nunca mais ouse dizer que é um gamer!

02 – Eddie “Skate” Hunter – Streets of Rage 2

Um adolescente que sai pelas ruas da cidade para enfrentar as mais perigosas gangues, bandidos e criminosos, tudo para salvar o seu irmão mais velho que foi sequestrado. Esse é Eddie, ou Skate como gosta de ser chamado, o garoto mais durão e estiloso do mundo dos videogames que apareceu em “Streets of Rage 2” para Mega Drive, e que está levando a medalha de prata em  nosso Top 10. Toda a valentia de Skate foi herdada de seu irmão, Adam, que junto com Axel e Blaze enfrentaram o sindicato do crime do Mr X no primeiro game. Mas o vilão voltou sedento por vingança, espalhou o caos pela cidade novamente e capturou Adam. Sem pestanejar, Eddie parte para as ruas distribuindo porrada para todos os lados, mas sem perder a ginga ou os seus patins.

01 – Mônica – Mônica no Castelo do Dragão

E como primeiro colocado, para melhor representar as crianças em um videogame, não poderia ser outra do que o ícone nacional mais adorada pela criançada: a baixinha, gorducha e dentuça Mônica! O povo mais novo da geração “Justin Biba” talvez não conheça esse game, lançado para Master System em 1991, produzido pela TecToy em uma reprogramação oficial, autorizada pela Sega, do original “Wonder Boy in Monster Land“. O jogo se tornou um dos grandes sucessos do Master System e era bem popular entre os jogadores da época, inclusive com as meninas (o console chegou a ganhar uma versão rosa que vinha com o game na memória, para atrair as mocinhas). Nossa querida Mônica, com o seu inseparável coelhinho Sansão, enfrenta uma porção de monstros e dragões, numa aventura bem difícil que nem todo mundo conseguiu terminar. Teve uma continuação chamada “Turma da Mônica em O Resgate” e um port para o Mega Drive, chamado “Turma da Mônica na Terra dos Monstros“, ambos também modificações de jogos da série “Wonderboy“. O jogo não era nenhum primor de qualidade, mas é lembrado com bastante carinho por quem o jogou, afinal, as histórias da baixinha dentuça são parte da infância de milhares de crianças brasileiras (e muitas hoje já adultas!).